Prefeitura inicia paisagismo provisório em canteiros de obras do VLT em Cuiabá

Gramado, vasos e plantas serão colocados em canteiros de obras paradas há 4 anos. Caso implantação do modal seja retomada, plantão serão removidas sem danos, diz município.

 

Gramas, vasos e plantas serão colocados nos canteiros das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), nas avenidas de Cuiabá, como parte de um projeto de embelezamento do município e valorização das vias.

O projeto de intervenção paisagística é provisório, segundo o município, e não irá interferir na conclusão do modal, caso as obras – paralisadas há quatro anos – sejam retomadas.

A implantação do projeto já teve início na Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), próximo à região do Porto, com os trabalhos de base – como a preparação do solo. De acordo com o município, o projeto deve seguir pela via e e também contemplar o trecho da Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA).

O mesmo procedimento foi realizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, com o plantio de 160 palmeiras imperiais, e iniciado na Avenida Mato Grosso, conforme o Executivo.

Segundo a prefeitura, caso as obras do VLT sejam retomadas, as gramas – que são colocadas em placas – poderão ser retiradas e reaproveitadas em outros locais, assim como as plantas colocadas em vasos – assim como já ocorre em alguns viadutos que passaram por intervenções do município recentemente.

De acordo com a prefeitura, algumas espécies serão plantadas diretamente no solo, mas de forma que possam ser replantadas em outras áreas, sem danos às plantas ou prejuízos aos cofres públicos.

As espécies plantadas são todas produzidas no Horto Florestal “Tote Garcia” e a mão de obra será feita por servidores da Secretaria de Serviços Urbanos.

Os trabalhos de paisagismo são de responsabildiade das secretarias municipais de Serviços Urbanos e Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano. A expectativa é de que os trabalhos sejam finalizados até o final deste ano.

A obra do VLT já consumiu R$ 1,066 bilhão dos cofres públicos e está parada desde dezembro de 2014. De lá para cá, nada mudou.

O contrato firmado em 2012 para a realização da obra, que prometia melhorar a mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande, principalmente, prevendo o aumento na demanda durante a Copa, foi rescindido pelo governo após a deflagração da Operação Descarrilho pela Polícia Federal, em agosto de 2017, que apontou irregularidades na obra.

Apenas 6 km dos 22 km dos trilhos do VLT foram concluídos.

Uma nova licitação deverá ser lançada, segundo o governo do estado, e a obra, cujo orçamento inicial era de R$ 1,477 bilhão, deverá ter o valor para a conclusão recalculado. O modal ainda não tem prazo para ser finalizado.

Enquanto isso, os 42 vagões vão se deteriorando no Centro de Controle Operacional e Manutenção, que fica próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, na região metropolitana. Eles foram comprados quando mal tinha iniciado a obra.

Para a manutenção desses vagões e de outros materiais já comprados, o governo gasta R$ 16 milhões ao mês.

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