Decisão é tomada em meio a polêmica, que envolve ações judiciais, pressão na Câmara, surgimento de alternativas tecnológicas e dívida da Prefeitura

A Prefeitura de Americana abriu nesta sexta-feira (8) licitação para contratação de um aterro para recepção e destinação final dos resíduos sólidos da cidade. A decisão é tomada em meio a grande polêmica acerca do assunto, que envolve ações judiciais, pressão na Câmara, surgimento de alternativas tecnológicas para a gestão do lixo, e sobretudo uma dívida na casa dos R$ 16 milhões com o atual aterro que atende o município, cujo contrato acaba no dia 20 de dezembro, data final da licitação.

Conforme dados da prefeitura, gasta-se hoje cerca de R$ 14 milhões por ano para enviar o lixo para a Estre, em Paulínia, sendo R$ 84 por tonelada para descarte, e mais R$ 146 por tonelada de transporte. São 200 toneladas por dia. Diante deste alto custo, os vereadores contrários ao aterro buscaram novas alternativas, e o próprio líder de Governo, Rafael Macris (PSDB), que se declara contra a opção de aterrar o lixo, se comprometeu a levá-las ao prefeito Omar Najar (PMDB).

Apesar de todo o debate, a opção da prefeitura será por continuar a mandar lixo para aterro. Segundo informações da Engep, que está prestes a concluir o aterro em Americana e participou de simpósio na Câmara sobre o assunto, o custo para receber o lixo, caso vença a licitação, deve ser semelhante ao da Estre, com a diferença no gasto do transporte.

URGENTE. O secretário de Meio Ambiente, Odair Dias, esteve na Câmara nesta quinta (7), e falou sobre o assunto. “Nós temos que compreender a urgência disso. Dentro de poucos dias, Americana ficará sem um contrato para destinação final do lixo.

Qualquer outra tecnologia que seja licitada não vai atender a necessidade que nós temos agora. Não estamos apontando que essa é a melhor alternativa, mas é a única que tem condição de nos atender de imediato”, afirmou o secretário.

Odair não descartou, entretanto, a busca por outras alternativas para o lixo. “É claro que na vigência disso, aí sim nós continuaremos recebendo novas tecnologias e vamos, com certeza, oferecer o melhor para o meio ambiente. Americana não pode deixar o lixo na rua”, disse.

Sobre a dívida com a Estre, a prefeitura informou apenas que estão sendo feitas tratativas com a empresa sobre as pendências. O valor de R$ 16 milhões foi dito pelo prefeito Omar, mas não foi cravado nem pela empresa e nem pela assessoria de imprensa do município.