Campinas relança edital de teatro e obra custará R$ 9,5 milhões a mais

Prefeitura diz que valor de R$ 73,5 milhões, do edital anterior, estava errado.
Novo espaço cultural, no Parque Ecológico, deve ficar pronto em 2017.

Campinas relança edital de teatro e obra custará R$ 9,5 milhões a mais
Projeção do Teatro de Ópera Carlos Gomes, no Parque Ecológico de Campinas (Foto: Carlos Bratke)

Após 4 meses, a Prefeitura de Campinas (SP) publicou no Diário Oficial do Município desta terça-feira (14) a reabertura da licitação para a construção do Teatro de Ópera no Parque Ecológico “Monsenhor Emílio José Salim”, em parceria com o governo do estado. De acordo com o edital publicado, o valor referente à execução das obras é de R$ 83.012.546,04, contra R$ 73.554.201,88, ou seja,  uma diferença de R$ 9,5 milhões a mais em relação à concorrência publicada em 26 de fevereiro.

De acordo com o secretário de Administração, Silvio Bernardin, o valor teve um acréscimo porque na licitação anterior os valores estavam incorretos. “Foram corrigidos quantitativos, valores unitários. Erros que no direito chamamos de direito material e que não comprometem o escopo. O teatro é o mesmo, foram correções na planilha orçamentária”, explica o secretário.

O prazo de execução é de 25 meses, sendo 22 meses para obras a partir da ordem de serviço emitida pela Secretaria de Infraestrutura. Os envelopes devem ser abertos em 18 de agosto. A partir desta data, deve levar mais 60 dias para a ordem de serviço. Feito estes procedimentos, o prazo de 25 meses passa a valer.

Bernadin disse ainda acreditar que o valor final da licitação fica abaixo de R$ 80 milhões. “Nestas licitações grandes devem ter um desconto de 5%”, afirma.

O Teatro de  Ópera
Uma projeção feita pelo arquiteto paulistano Carlos Bratke revela detalhes do Teatro de Ópera Carlos Gomes.  A construção da casa de espetáculo tem estilo elizabetano, onde o palco avança sobre a plateia em um semicírculo para criar interatividade entre cena e público. O acordo entre estado e Prefeitura já foi assinado.

O desenho apresentado pelo ex-diretor do Museu da Casa Brasileira – de 1992 a 1995 – indica um teatro com 12 mil metros quadrados de área construída, em que a forma é a de um triângulo com lados curvos. A sala de espetáculos é formada pela plateia principal com 1 mil assentos, balcão com 200 lugares, sala de projeção, controle e tradução simultânea.

Atrás do palco, explica Bratke, ficará a parte técnica da casa, dividida em seis pavimentos. Entre eles estão os camarins, a sala de ar condicionado e um espaço para a manutenção de instrumentos acústicos e elétricos.

“É importante, pois há poucos teatros de ópera no Brasil. Em geral são todos os municipais de São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus e Belém do Pará. As referências [para o projeto] foram teatros históricos”, destacou o arquiteto em entrevista ao G1 em 2013  .

O projeto de Bratke foi doado ao município pelo valor simbólico de R$ 400 mil, em maio de 2011, pelos empreendedores de um complexo de condomínios da cidade como contrapartida pelas construções das casas e prédios às margens da Rodovia Anhanguera.

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